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Domingo, 5 de setembro de 2010   

Humildade: A Glória da Criatura

"E depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:
Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de rece­ber a glória, a honra
e o poder, porque todas as cousas Tu criaste, sim, por causa da
Tua vontade vieram a existir e foram criadas" (Apocalipse 4.10c, 11).
Quando Deus criou o universo, Ele o fez com o único objetivo de
tornar a criatura partici­pante de Sua perfeição e bem-aventurança
e, assim, mostrar nela a glória do Seu amor, sabedoria e poder.
 
No céu e na terra,  orgulho — auto-exaltação — é a porta,
o nascimento e a maldição do inferno.  
Isso começou em lúcifer e através da serpente no jardin do eden.
 
A humildade não é algo que apresentamos a Deus,
èmas é deixar Deus ser o que Ele é,  isto é  TUDO.
 

A Humildade na Vida de Jesus

"No meio de vós, Eu sou como quem serve" (Lucas 22.27).
Veja as palavras em que o Senhor fala de Seu relacionamento
com o Pai, e veja como incessante­mente Ele usa as palavras "não"
e "nada" para refe-rir-se a Ele mesmo.
O "não eu", no qual Paulo ex­pressa sua relação com Cristo,
é o mesmo espírito no qual Cristo fala de Sua relação com o Pai.
 
"O Filho nada pode fazer de Si mesmo" (Jo 5.19).
"Eu nada posso fazer de Mim mesmo (...).
 O Meu juízo é justo, porque não procuro a Minha pró­pria vontade" (v. 30).
"Não aceito glória que vem dos homens" (v. 41).
"Eu desci do céu, não para fazer a Minha pró­pria vontade" (6.38).
"O Meu ensino não é Meu" (7.16).
"Não vim de Mim mesmo" (v. 28 - RC).
"Nada faço por Mim mesmo" (8.28).
"Não vim de Mim mesmo, mas Ele Me enviou"(8.42 - RC).
"Eu não procuro a Minha própria glória" (v. 50).
"As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim mesmo" (14.10).
"A palavra que estais ouvindo não é Minha" (v. 24).
 
 
èCristo descobriu que essa vida de total abnega­ção,
ède absoluta submissão e dependência da vontade do Pai
èera uma vida de perfeita paz e alegria
 
 

A Humildade no Ensinamento de Jesus

èVimos a humildade na vida de  Cristo, agora veja a humildade em seus
ensinos. "Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração " 
Mateus 11.29) "Quem quiser tornar-se grande entre vós será esse o que
vos sirva (...), tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido,
mas para servir" (Mateus 20.26,28).
 
1. Olhemos  para o início do Seu ministério. Nas bem-aventuranças
com as quais o Sermão do Monte começa, Ele falou: "Bem-aventurados
os humildes [1] de espírito, porque deles é o reino das céus. (...) 
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a ter­ra" (Mt 5.3, 5).
 
2. "Aprendei de Mim, porque sou mnanso e hu­milde de coração;
e achareis descanso para a vossa alma" (11.29).
Jesus se ofereceu a Si rrmesmo como Mestre.
Ele nos fala que espírito podemos achar Nele como Mestre,
mansidão e humildade. Nelas acharemos perfeito des­canso para nossa alma.
 
"Quem é o maior no reino dos céus?"
"Aquele que é o menor entre vós, esse será o maior (Lc 9.48)".
"Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva (...)
 tal como o Filho   do homem, que não veio para ser ser­vido, mas para servir"
(Mt 20.20-28).
"O maior dentre vós será vosso servo" (Mt 23.11).
(Lc 14.7-11), e acrescentou: "Todo o que se exalta será humilhado;
e o que se humilha será exaltado".
Se Eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis
lavar os pés uns dos ou­tros" (Jo 13.14).
 
À primeira vista, isso pode parecer difícil;
isso é assim somente por causa do orgulho que ainda se con­sidera
alguma coisa.
 
"A nossa maior  neces­sidade é a humildade". E vamos crer que o que
 Ele mostra, Ele dá; o que Ele é, Ele concede. Como Aquele que é Manso e
Humilde, Ele virá e habitará no coração desejoso.
 

A Humildade nos Discípulos de Jesus

 "O maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o
que serve " (Lucas 22.26).
Temos nosso orgulho que veio de  Adão; temos de ter nossa humildade
também de Outro. O orgulho é nosso e governa em nós com seu mui
terrí­vel poder,  porque isso é nosso próprio ser, nossa própria natureza.
A humildade tem de ser nossa da mesma maneira; ela tem de ser nosso
próprio ser, nossa própria natureza. Tão natural e fácil como é ser
orgulhoso, tem de ser, e será, ser humilde.
A promes­sa é: "Onde", até mesmo no coração, "abundou o pecado,
superabundou a graça".

A Humildade na Vida Diária

"Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus,
a quem não vê" (1 João 4.20).. E fácil pen­sar em nos humilharmos diante
de Deus, mas a hu­mildade diante dos homens será a única prova sufici­ente 
de que nossa humildade diante de Deus é real
a única humildade que é realmente nossa não é aque­la que tentamos
mostrar diante de Deus em oração, mas aquela que carregamos conosco,
e sustentamos, em nossa conduta comum diante dos irmãos
"Preferindo-vos  em honra uns aos "Em lugar de serdes orgulhosos,
condescendei com o que é humilde" (12.16);      
"Não sejais sábios aos vossos próprios olhos" (12.16). aos Corintos
"não se ufana, não se ensoberbece, não procura os seus interesses,
não se exaspera"(l Co 13:4, 5).
Aos gálatas: "Sede servos uns dos outros, pelo amor. (...) Não nos
deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo
inveja uns dos outros" (5.13,26).
Aos efésios, imediatamente após três maravilhosos capítulos sobre a
vida celestial: "Andeis (...) com toda humildade e man­sidão,
com longanimidade, suportando-vos uns aos ou­tros em amor" (4.2);
"Dando sempre graças por tudo (...), sujeitando-vos uns aos outros
no temor de Cristo" (5.20,21).
Aos filipenses: "Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por
humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. (...)
Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Je­sus, (...)
a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, (...)
e a si mesmo se humilhou" (2.3, 5, 7, 8)
E aos colossenses: "Revesti-vos de ternos afetos de mi­sericórdia,
de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.
Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, (...) assim como
o Senhor vos perdoou" (3.12, 13).
 
"Como podemos considerar outros superiores a nós mesmos,
quando vemos que eles estão muito abaixo de nós
em sabedoria e santidade, em dons naturais ou em graça recebida?"
 
O homem hu­milde respeita cada filho de Deus, mesmo o mais débil
e o mais indigno, e honra-o e o prefere em honra como o filho de um Rei.
 
Ele pode suportar ou­vir outros sendo louvados e ele sendo esquecido,
pois na presença de Deus ele aprendeu a dizer como Pau­lo:
"Nada sou" (2 Co 2.11).  Ele recebeu o espírito de Jesus —
que não se agradou a Si mesmo e não buscou Sua própria honra
 
Entre o que são consideradas tentações para haver impaciência e
irritação, para haver opiniões du­ras e palavras bruscas, tentações
que vêm de falhas e pecados de irmãos, o homem humilde carrega
a de­terminação frequentemente repetida em seu coração, e mostra
isso em sua vida: "Suportai-vos uns aos ou­tros, perdoai-vos mutuamente,
(...) assim como o Se­nhor vos perdoou".
 
 Acontece muito de homens que têm alegre­mente desistido deles
mesmos por Cristo acharem tão difícil desistir deles mesmos por seus
 irmãos.
 
O orgulho alimenta a lembrança da ofensa -a humil­dade as esquece
tanto quanto as perdoa.
 

Humildade e Alegria

"De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que
sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas
fraquezas (...) Porque quando sou fraco, então, é que sou forte"
(2 Coríntios 12.9,10).
 
Nós passamos por dois estágio de hmildades; primeiro fugimos
de tudo que possa nos humilhar. Obedecemos em nos humilhar
mas isso não nos agrada nem um pouco.
Segundo estágio escolhemos a humildade como nossa maior benção
 
Em nada fui inferior a esses tais apóstolos, ainda que nada sou"
(2 Co 12.11).
Suas humilhações o levaram à verdadeira humildade, com o
maravilhoso deleite e glória e prazer em tudo o que humilha.
"De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fra­quezas, para
que sobre mim repouse o poder de Cris­to. Pelo que sinto poder
 nas fraquezas."
 

Humildade e Exaltação

"O que se humilha será exaltado " (Lucas 18.14).
è"Deus dá graça aos humildes. (...) Humilhai-vos na pre­sença do
Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4.6,10).
"Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus,para que
ele, em tempo oportuno, vos exalte"’(1 Pedro 5.6).
 
"Como posso ven­cer o orgulho?" A resposta é simples.  
Duas coisas são necessárias: faça o que Deus diz que é seu trabalho: 
humilhar-se a si mesmo,  e confie Nele para fazer o que Ele diz que
é trabalho Dele: Ele o exaltará.
 
Aceite com alegria tudo o que Deus permite, interior ou exteriormente,
de amigo ou inimigo, em natureza ou em graça, para lembrá-lo da sua
necessidade de hu­milhar-se e para ajudá-lo a isso
 
Conhecemos a lei da natureza humana: atos produzem hábitos,
hábitos geram disposições, dis­posições formam a vontade, e a
vontade devidamente formada é caráter.
 
Humilhem-se na visão do Senhor, e Ele irá exaltá-los.  
E no que consiste a exaltação?  
A mais ele­vada glória da criatura é ser somente um vaso, para
receber e desfrutar e mostrar publicamente a glória de Deus
 
A exaltação não é, como um prêmio terreno,
 
"Habito no lugar santo e elevado, e com aquele que é de espí­rito
contrito e humilde".
Que essa seja nossa porção!
* ser o mais vazio, o mais baixo, o mais humilhado, não notado
e desconhecido e para Deus o mais santo vaso, cheio com Cristo,
e somente Cristo!"
 
A humildade é o segredo da unidade, o orgulho é o segredo
da divisão
O orgulho não é grandeza, mas inchaço. 
E o que está inchado parece grande, mas não é sadio.
 
 
 


 


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